A ORQUÍDEA MAIS RARA DA EUROPA: Platanthera azorica
Em 2011 a botânica Mónica Moura encontrou na ilha de São Jorge, Portugal, orquídeas selvagens de tamanho incomum. Logo a cientista julgou se tratar de uma espécie nova.
Ela não podia imaginar que a descoberta era muito maior. Era a solução de um mistério sobre uma espécie de orquídea desaparecida há cerca de 170 anos.
Richard Bateman, especialista em orquídeas do género Platanthera, pediu emprestados os exemplares que haviam sido usados no século XIX. Queria confrontar com as duas novas espécies endêmicas dos Açores e que se encontravam preservados no herbário de Tubinga, na Alemanha.
Ao receber as orquídeas, secas e presas em folhas de papel: em vez dos dois exemplares esperados, vieram três. Isso ocorreu porque haviam três espécies de orquídeas do gênero Platanthera vivendo unicamente nos Açores.
Concluiu-se então que eram três espécies e ninguém havia antes formulado esta hipótese. A Platanthera azorica, achada pela botânica, era a peça que faltava.
Apoiando-se nas características morfológicas das plantas em questão, a equipe classificou agora as três espécies como Platanthera azorica, Platanthera micrantha e Platanthera pollostantha.
Os autores do artigo querem que a orquídea seja protegida e defendem uma revisão da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
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